Muito decepcionada com as atitudes do filho, Dona Antónia, uma mulher muito religiosa, foi pedir auxílio ao padre, da paróquia que frequentava.
— Olhe, padre! Não sei o que posso fazer mais com o meu Zéquinha! Só anda com más companhias e diz palavrões a toda a hora!
— Hum... Acho que tenho uma solução, Dona Antônia! A senhora anota num bloquinho todos os palavrões que ele disser e, no final do mês, faça-o doar, da mesada, para a igreja, cinquenta cêntimos por cada palavrão! Assim ele vai aprender a controlar-se ...
— Óptima ideia, snr. padre! disse ela, animada. Vou começar já hoje mesmo!
E voltou para casa, confiante. Um mês depois o padre foi até lá casa e perguntou-lhe:
— Então, Dona Antônia? O garoto disse muitos palavrões?
— Bastantes, padre ... Eu até já fiz as contas e dá dezasseis euros e cinquenta cêntimos.
O Zéquinha entretanto apareceu, com cara de poucos amigos, tirou uma nota de vinte euros da carteira e entregou-a ao padre, que lhe disse:
— Muito bem ... Mas infelizmente não tenho cinquenta cêntimos para te dar de troco agora, Zéquinha ...
— Ah, então o senhor vá apanhar no cu e fica tudo acertado!
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